CÂMARA DE VIANA QUER PRIVATIZAR EQUIPAMENTO FINANCIADO PELA CIM

PS de Viana rejeita cultura e tradições locais 

 

 O PSD de Viana do Castelo vem a público manifestar o seu repúdio na decisão da Câmara Municipal em privatizar o Centro Cultural de Viana, cuja obra realizada por 15 milhões de euros, foi concluída graças ao apoio da CIM Alto Minho. 

O anúncio surgiu ontem na comunicação social. Como se já não bastasse, a Câmara Municipal pretende também negar a entrada da cultura vianense, neste espaço. A vereadora da cultura disse que não lhe parece “que seja interessante para o Centro Cultural a sua afirmação a nível nacional com nomes como Quim Barreiros”. Trata-se, apenas, de um dos nomes mais sonantes da música popular portuguesa em Portugal, além de arrastar consigo milhares de fãs, quer na faixa etária mais jovem, quer da terceira idade. 

O candidato laranja à Câmara Municipal de Viana do Castelo, Eduardo Teixeira, caso seja eleito a 29 de setembro, pretende apostar na diversidade cultural, quer a nível local, regional, nacional e internacional. “O espaço é de todos e para todos e aqui também se fará uma grande aposta cultural, de alta qualidade, com música popular”, afirma o líder social-democrata. 

Recorde-se que, inicialmente, o PS de Viana foi absolutamente contra a integração da Autarquia na CIM Alto Minho. 

No que diz respeito à música popular, esta faz parte da história de Viana do Castelo. Aliás, o último dia das Festas d’Agonia encerrou em grande com um grande nome da música popular do Alto Minho, Augusto Canário. Milhares de forasteiros visitaram a cidade para assistir a este fabuloso espetáculo. 

As concertinas e cantigas ao desafio (música popular) têm enaltecido o nome de Viana não só em todo o país como no resto do mundo. É também a nossa história cultural e muito do que nos carateriza e cria a nossa identidade. Representa o nosso passado e simboliza as nossas raízes. 

Ora, o que não pode acontecer é que cada realização tem obtido um custo (prejuízo) para o horário público, de mais de 35 mil euros (números que são do conhecimento geral), pagando margens a intermediários, intermediários e intermediários quando existem profissionais da cultura dentro da Câmara Municipal. 

Assim, Eduardo Teixeira assume o compromisso de tornar o espaço sustentável.